terça-feira, 8 de abril de 2008

ÉVORA: Câmara propõe empresa para gerir equipamentos culturais, com críticas da CDU

A gestão socialista da Câmara de Évora vai propor quarta-feira a criação de uma empresa municipal para a gestão de equipamentos culturais, desportivos, de lazer e de promoção turística, num projecto já criticado pela oposição CDU. A proposta do presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira (PS), vai ser submetida a votação na reunião pública do executivo municipal, marcada para quarta-feira à tarde. O resultado da votação é aguardado com alguma expectativa, uma vez que o PS não dispõe de maioria absoluta no executivo autárquico, tendo igual número de eleitos do que a CDU (três), enquanto os social-democratas estão representados apenas com um vereador. José Ernesto Oliveira explicou hoje que a criação da nova empresa municipal vai ser proposta para gerir espaços como o centenário Teatro Garcia de Resende, onde está sedeado o Centro Dramático de Évora (Cendrev), a Arena d´Évora e todos os espaços municipais cedidos a agentes culturais e desportivos. Além da gestão dos espaços, "numa lógica de racionalização empresarial e não contra os agentes culturais e desportivos que os ocupam", a empresa, segundo José Ernesto Oliveira, prevê a formulação de parcerias publico-privadas, "a única forma possível aos municípios para a construção de novos equipamentos necessários ao desenvolvimento".
"É a única forma possível para a construção de um complexo desportivo e de um parque do conhecimento (bibliotecas e arquivos) e para a recuperação do salão central e do Teatro Garcia de Resende", alegou. O autarca explicou que a companhia profissional de teatro do Cendrev será deslocalizada para o edifício do salão central, cujo "projecto de recuperação já foi alterado de acordo com as exigências do centro dramático". A empresa "ÉvoraCult" está vocacionada, reforçou o autarca, para "combater o despesismo e aumentar os critérios de gestão". Cá estaremos para ver o resultado.

11 comentários:

Anónimo disse...

Pois, mas a decisão, esta nas mãos do verador Antonio Dieb ,do PSD.

xistosa disse...

Trabalhei uma vida nuns serviços camarários que eram deficitários.
O Rui Rio, privatizou-os e passaram a empresa.
Os administradores, ganham para cima de 20.000 euros e são uns poucos, 5, 6 ou mesmo 7 na admninistração.
A secretária da direcção, que ganhava á volta de 1000 euros ou talvez um pouco mais, por ter isenção de horário, levou um chuto e colocaram-na num cubículo.
A sua substituta, leve entre 6000 e 9000 euros.
São as chamadas empresas municipais, para amigos e amigalhaços ...

Zé do Cão disse...

Ora, ora, xistosa.
Não tenho saudades do tempo do Salazar, no fundo como não tenho saudades de nada. O tempo passou e para mim apagou.
Todavia, quando havia falta de trabalho as emprezas trabalhavam 3 ou 4 dias por semana. Era para todos.
Agora, quando falta trabalho, vai tudo para a rua e prontos (como está na moda)

Zé do Cão disse...

templo do giraldo.Para o exito deste blogue é necessario que o seu proprietario mantenha conversação com os seus visitantes.
Que me lembre, nunca te vi por aqui a fazê-lo.
pensa nisto

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido amigo, tenho passado mas não tenho deixado comentário...
Hoje deixo-te um grande beijo de amizade,
Fernandinha

Templo do Giraldo disse...

É verdade amigo Zé,todavia nem sempre o tempo me permite.
Mas, vou ter em conta a tua sugestão.
Se o conseguir tudo bem. Senão paciência.
Um abraço deste teu amigo.

São disse...

Parece que se queixa de não ter muitos comentários. Ou percebi mal?
Permita-me então três sugestões:
«Retribua as visitas e os comentários de quem aqui vem.
«Responda aqui aos comentários que lhe deixam.
«não entre nos blogues só para dar a conhecer o seu.
Saudações.

Anónimo disse...

Zé do Cão olha que não era bem assim!

Aqui no Alentejo, os homens do campo trabalhavam 6 meses e andavam a balões de soro outro tanto!
HAVIA MUITA FOMINHA E BEM MAIS DO QUE HOJE!

Templo do Giraldo disse...

Em relação ao ultimo comentario,
EU não sou desse tempo mas conheço quem o era. estou completamente de acordo com esta ultima dica.

xistosa disse...

Bem, aprendi algo ao voltar aqui ... que devemos responder ... aos comentários.
Nunca o fiz nos meus blogs ...
Nem sabia desse "protocolo".

Só que ria deixar uma nota:

Nunca fui professor, mas se o fosse e, tinha habilitações para sê-lo, tenho a certeza absoluta que não teria destes problemas.
O aluno até voava pela janela com o telemóvel a tocar ...
depois, os pais que se viessem queixar ...
O meu secretário, que seria necessariamente um cigano, povo que resolve sem ajuda todos os seus problemas, atendê-lo-ia !!!

Não foi no tempo do Salazar ... quem escreve nem sequer sabe se era homem ou mulher.
Isso das empresas, foi no tempo da democracia ... ESCREVO e DIGO SOBRE EMPRESAS PÚBLICAS, (aquelas que estão a crescer há uns anos como cogumelos, para englobar amigos e amigas e que certamente alguns que aqui comentam e se sentem, por as integrarem e, escondem-se no esbulho que fazem ao povo português, para passarem despercebidos.
PASSEM BEM !!!

Zé do Cão disse...

Na minha região, terra de muitas industrias era assim. Tal como disse.

Posso acreditar que no Alentejo fosse como dizem, era rural. Posso até se necessário indicar o nome dessas fábricas.
Portanto falamos os dois verdade.
Mas pelo teu comentário, estou a antever que era igual.
6 meses trabalho 6 meses, pão e água.
Qual a diferença entre 3 dias por semana de trabalho 3 dias pão e água.
Não é a mesma coisa?